21 agosto 2008

Medico Veterinário o amigo número 1 dos animais.

O estudante que sonha em fazer Medicina Veterinária deve se preparar para cinco anos de muito estudo. Ao contrário do que podem pensar os apaixonados por animais, o aluno não fica o tempo todo rodeado da "bicharada". Os primeiros anos do curso são dedicados às disciplinas teóricas, tais como biologia celular, biofísica, bioquímica, anatomia veterinária, genética e, até mesmo, estatística... UFA!

Tanto estudo pesado pode levar o aluno ao desânimo logo no início da graduação. No entanto, o médico veterinário, Drº Paulo Theodomiro (foto ao lado), que possui 20 anos de atuação na área clínica, anima os jovens: "Aqueles que amam os animais precisam vencer essas dificuldades".

Segundo ele, para o aluno não se decepcionar, é preciso gostar de biologia e ter sangue frio. "É importante lembrar que ele irá lidar com cadáveres durante as experimentações de fisiologia", atesta. É necessário ainda disposição de sobra para encarar aulas nos laboratórios e uma carga horária pesada.

Ao contrário do Drº Paulo, o médico veterinário Drº Luiz Sérgio Camargo (foto ao lado), optou pela pesquisa, através da biotecnologia. Atualmente, ele trabalha na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e desenvolve estudos sobre reprodução in vitro e clonagem.

Para seguir a carreira de pesquisa, ele aconselha que o aluno trace esse caminho durante toda a faculdade. "Façam estágios e procurem contatos relacionados ao meio. Logo após a graduação, é imprescindível um mestrado e doutorado", pondera.

Não sei o que fazer

O profissional graduado pode atuar em diversas áreas (ver quadros) que vão desde a clínica, cirurgia e obstetrícia veterinárias até o controle de reprodução e inseminação artificial de animais; nutrição, melhoramento e criação de animais; tecnologia, higiene e inspeção de produtos de origem animal; planejamento de projetos agropecuários; saúde pública; ensino técnico e superior de disciplinas.

Clique nas imagens para saber mais sobre as diversas áreas



Como está o mercado?

"Hoje, o mercado ainda absorve esses profissionais", garante Dr. Theodomiro. Segundo ele, tal fato se dá pelo diverso campo de atuação no setor. "A medicina veterinária está fazendo o mesmo percursso da medicina humana, ou seja, está evoluindo. A tendência é que cada vez mais existam especialistas".

Camargo também acredita nessa potencialidade do mercado. "Temos médicos veterinários trabalhando com animais exóticos em zoológicos, com animais de grande porte em fazendas, em áreas de preservação ambiental. Há poucos anos, cresceu outra demanda, a de alimentos animais, onde o veterinário inspeciona a produção.

No caso de Juiz de Fora, o pesquisador aconselha: "Para trabalhar com clínica, ainda há espaço. No entanto, para animais de grande porte há uma demanda maior em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Tocantins".

Heróis da Bicharada

Os heróis da bicharada começaram sua história desde quando o homem primitivo começou a domesticar o primeiro animal. Algumas referências sobre a medicina animal datam do século XVIII - AC. Já a medicina veterinária moderna teve sua origem em 1762, quando Claude Bourgelat criou, na França, a primeira Escola de Veterinária.

No Brasil, o imperador Dom Pedro II demonstrou interesse pela habilitação de profissionais quando visitou a Escola Veterinária de Alfort, em 1875. Contudo, seu ideal só se concretizou em 1910, no governo de Nilo Peçanha. Em 1920, foi fundada a Sociedade Brasileira de Medicina Veterinária - SBMV.

Onde estudar

Em Juiz de Fora, por enquanto, o curso é oferecido apenas pela UNIPAC. Outra tradicional escola da região que dispõe do curso é Universidade Federal de Viçosa (UFV).

Se você quiser saber sobre outras faculdades no Brasil que oferecem o curso de Medicina Veterinária, consulte a página do Guia do Estudante, na internet: www.guiadoestudante.com.br.

*Renata Cristina e estudante do 8º período de Comunicação Social da UFJF

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